Introdução Como sabemos, a água é um bem natural precioso. Embora encontrada em grande quantidade no planeta Terra, seu tratamento é caro e trabalhoso. Alguns especialistas afirmam que, se o consumo de água continuar nos níveis atuais (considerando o alto desperdício), futuramente poderemos enfrentar sérios problemas de falta de água. Além de colaborar com o meio ambiente, a prática de economia de água e seu consumo consciente, podem gerar uma boa economia na conta de água no final do mês.
Dicas de como economizar água (consumo consciente de água) - Ao escovar os dentes e se barbear, manter a torneira fechada; - Fechar a torneira enquanto ensaboar as louças e talheres; - Usar a máquina de lavar roupas na capacidade máxima; - Na hora do banho, procurar se ensaboar com o chuveiro desligado e procurar tomar banho rápido; - Não jogar óleo de fritura pelo ralo da pia. Além de correr o risco de entupir o encanamento da residência, esta prática polui os rios e dificulta o tratamento da água; - Não deixar que ocorram vazamentos em encanamentos dentro da residência; - Entrar em contato com a companhia de água ao verificar vazamentos de água na rede externa; - Usar a descarga no vaso sanitário apenas o necessário. Manter a válvula sempre regulada; - Reutilizar a água sempre que possível; - Utilizar regador no lugar de mangueira para regar as plantas; - Usar vassoura para varrer o chão e não a água da mangueira; - Lavar o carro com balde ao invés de mangueira; - Captar a água da chuva com baldes. Esta água pode ser usada para lavar carros, quintais e regar plantas; - Tratar a água de piscinas para não precisar trocar com freqüência. Outra dica é cobrir a piscina com lona, enquanto não ocorre o uso, para evitar a evaporação; - Colocar sistemas de controle de fluxo de água (aeradores) no bico das torneira.
Os perigos do uso de formol na escova progressiva Alisar e amaciar os cabelos é o sonho de toda mulher, que deseja estar sempre bela. Para alcançar esse objetivo as clientes não medem esforços, porém o sonho pode virar pesadelo. Por isso, todo cuidado é pouco para manter a beleza dos fios sem danificá-los.
Esta foi uma das razões que colocou a escova progressiva sob suspeita e contribuiu para que esse tratamento capilar fosse condenado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por conter formol em concentrações elevadas, que associado com o calor do secador gera vapores de formol altamente penetrantes, causando danos à saúde.
Os profissionais cabeleireiros desconhecem o risco que estão correndo além da possibilidade de haver no salão pessoas com algum tipo de problema, como deficiência respiratória, hipersensibilidade ao formol, olhos que passaram recentemente por cirurgias etc., que poderão vir a sofrer graves conseqüências ao entrar em contato com esses vapores, inclusive um choque anafilático que pode levar à morte por asfixia.
O formol é tóxico quando ingerido, inalado ou quando entra em contato com a pele. Sob a forma de gás é mais perigoso e causa rapidamente irritação nos olhos. É considerado um agente potencialmente cancerígeno pela OMS (Organização Mundial da Saúde). A inalação pode causar dor de cabeça, tosse, falta de ar e vertigem, entre outros sintomas. Em contato com a pele, causa vermelhidão e sensação de dormência. Pode causar dor de garganta e visão embaçada.
A Anvisa regulamenta os produtos cosméticos com o único objetivo de proteger a saúde dos usuários, portanto, até que se prove o contrário, o formol em percentual elevado, acima de 0,2%, não deverá conseguir registro junto ao Ministério da Saúde. Os agentes de saúde não podem ser coniventes com os danos que este produto pode vir a causar em pessoas desavisadas.
Para tentar esclarecer melhor sobre o assunto, segue abaixo algumas dúvidas mais comuns dos profissionais cabeleireiros, enviadas à redação da Cabeleireiros.com.
O que é formol e porque as escovas progressivas com ele são
condenadas? O formol ou formaldeído é uma substância utilizada para a conservação de outras substâncias e até de tecidos, utilizado principalmente em biópsias para impedir a degradação antes da análise. Por ser facilmente absorvido pelas mucosas pode ocasionar problemas sérios para a saúde da cliente e do profissional cabeleireiro. Por isso a condenação do uso de formol na escova progressiva. Além de causar danos à saúde, danifica a cutícula dos cabelos, que é a parte mais externa dos fios, e deixa o córtex, a parte interna, bastante vulnerável ao ressecamento e perda da cor.
Qual a quantidade de formol liberada pela Anvisa? A quantidade é de 0,2%, com a função de conservante.
Comenta-se que algumas empresas estão conseguindo o
registro de escova progressiva com uso de formol. Isto é
verdadeiro? Não. Algumas empresas utilizam o ácido fórmico somente para estabilizar o pH dos seus produtos, o que é permitido pela Anvisa. Acontece que alguns cabeleireiros, inescrupulosamente, misturam a estes produtos quantidades elevadas de formol, para atingir o objetivo de uma escova progressiva, o que se torna proibido pela Anvisa.
É verdade que o fio de cabelo pode ficar endurecido após
várias aplicações? Sim. O formol solubiliza óleos e, portanto, dissolve o cimento intercelular e a membrana celular que envolve as fibras de queratina tornando-as desprotegidas. A ausência desses componentes oleosos torna os cabelos endurecidos, sem maleabilidade e sem brilho.
Quem já usou produtos com formol, o que pode/deve fazer
para recuperar a fibra? O ideal é que sejam feitas diversas sessões de hidratação e que se utilize uma linha de manutenção rica em proteínas e ativos emolientes e condicionantes.
Como o consumidor pode se prevenir para não ser enganado
quando for ao salão de beleza fazer escova progressiva? O cheiro de formol é inconfundível e os olhos lacrimejam, a garganta e as narinas ficam irritadas e muitas pessoas começam a tossir. Sob a ação do calor, os vapores de formol se formam imediatamente e ocupam todo o espaço do salão.
Constatamos que em alguns salões pessoas estavam
misturando formol, queratina e cremes e aplicando nas
clientes. Qual sua opinião? A cliente não deve permitir que isso aconteça, pois além dos perigos já citados, o formol forma um filme vítreo sobre o fio de cabelo e a proteína fica retida na superfície sendo responsável pelo brilho imediato, porém, logo nas primeiras lavadas esse filme é removido e, com ele, todos os nutrientes que estavam aprisionados no filme formado pelo formol, restando apenas as fibras de queratina totalmente desprotegidas.
Fique por dentro, profissional cabeleireiro, das recomendações da Anvisa:
Escova Progressiva, os Alisantes e o Formol Escova progressiva é um método de alisamento capilar, e atual modismo, como foi a Escova Francesa, o Alisamento Japonês, a Escova Definitiva etc. Os métodos mudam de nome, mas significam a mesma coisa: alisamento de cabelo.
Os métodos não são registrados na Anvisa. Os produtos alisantes nestes métodos devem ser registrados e existem diversas marcas e tipos no mercado que atendem a esta exigência.
Aos desavisados frequentadores de salões de beleza o que pode parecer uma solução milagrosa, para pôr fim aos cabelos crespos, para a saúde é uma grande ameaça. Em relação às denúncias envolvendo os riscos de alisantes clandestinos, produzidos a partir de concentrações elevadas de formol, principalmente no Rio de Janeiro, a Anvisa alerta sobre a necessidade de o consumidor tomar alguns cuidados básicos na escolha e uso desses produtos, considerados de risco potencial, por conter substâncias tóxicas que exigem controle rigoroso.
Quando o produto não é registrado, sua composição não foi avaliada e pode conter substâncias proibidas, ou de uso restrito, em condições e concentrações inadequadas, ou não permitidas, acarretando riscos à saúde da população.
O uso de formol, ácido fórmico, em alisantes capilares é proibido pela Anvisa, por ser prejudicial à saúde. Este ácido pode causar alergias, irritação aos olhos, vermelhidão, lacrimação e dermatites.
A Anvisa tem recebido inúmeras denúncias de casos ocorridos pelo uso indevido de alisantes, que causam sérios danos à saúde, como queimaduras no couro cabeludo, queda parcial ou total dos cabelos, lesões na córnea, problemas no trato respiratório e até morte por choque anafilático.
Salões de beleza e cabeleireiros inescrupulosos estão utilizando produtos irregulares, adulterados, acrescentando formol aos produtos prontos para o uso. Esta “manipulação” é inadequada e irregular.
O consumidor, usuário de serviços desses estabelecimentos, deve ficar atento e procurar somente aqueles profissionais de sua confiança. Deve pedir todas as informações sobre o produto utilizado em seus cabelos. Lembre-se de que os alisantes têm algum cheiro, mas, o cheiro de formol é diferente por ser muito mais forte.
Os riscos do Formol: Contato com a pele (couro cabeludo) - Tóxico. Causa irritação à pele, dor e queimaduras.
Contato com os olhos - Causa irritação, vermelhidão, dor, lacrimação e visão embaçada. Altas concentrações causam danos irreversíveis
Inalação - Pode causar câncer no aparelho respiratório. Pode causar dor de garganta, irritação do nariz, tosse, diminuição da freqüência respiratória, irritação e sensibilização do trato respiratório. Pode ainda causar graves ferimentos nas vias respiratórias, levando ao edema pulmonar e pneumonia. Fatal em altas concentrações.
Exposição crônica - A freqüente ou prolongada exposição pode causar hipersensibilidade, levando às dermatites. O contato repetido ou prolongado pode causar reação alérgica, debilitação da visão e aumento do fígado.
Fonte: Texto extraído do site da Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br
O peso, isoladamente, não é um indicativo para sinalizar doenças.
Mesmo assim, crescem os casos de preconceito contra pessoas gordas
no Brasil
EVELYN DAISY, CRIADORA DA MARCA PRETA EMPONDERADA (FOTO: JULIA RODRIGUES)
O homem que casar com uma mulher gorda vai preferir trabalhar dobrado, ficar na
rua, qualquer coisa, menos voltar para casa e encontrar uma mulher gorda”, disse o
líder de uma instituição religiosa em um encontro de jovens entre 17 e 25 anos de
idade. Na plateia, Evelyn Daisy pareceu ser a única a se importar. “Todos no salão
aceitaram. Eu me senti mal, mas abri meus olhos e entendi que era preconceito”,
conta ela, que se define como “preta, gorda, evangélica e feminista” e criou uma
marca de roupas justamente com o objetivo de empoderar mulheres gordas e negras
que, como ela, usam manequim além do número 52
.
Estudos indicam que, apesar dos esforços de conscientização, atitudes
preconceituosas explícitas contra gordos aumentaram consideravelmente entre
2001 e 2010.
Ainda é mais comum, no entanto, que o preconceito apareça travestido de elogio
ou preocupação. Frases como “você tem o rosto tão bonito, por que não
emagrece?”, “nossa, eu que sou mais magra que você não tenho coragem de usar
biquíni” ou “seu marido é
tão magro e você é tão gorda, dá certo?” são ouvidas por mulheres como Evelyn
dia
sim, outro também. Elas são reflexo da chamada gordofobia, o preconceito ou
intolerância contra pessoas gordas.
Enquanto injúria racial e violência contra a mulher são consideradas crime no
Brasil, o preconceito com pessoas gordas não apenas passa batido como é até
encorajado por órgãos de
saúde pública e campanhas de publicidade, especialmente durante o verão, quando
os corpos estão mais à mostra. Mas por que, afinal, há tamanha intolerância com o
corpo gordo?
Tortura Medieval
Para começo de conversa, essa discriminação não é novidade. No entendimento judaico-
cristão clássico, a gula é um dos sete pecados capitais e, portanto, uma demonstração de
fracasso moral. Durante o período medieval, o jejum era uma prática constante que
valorizava a espiritualidade em detrimento do corpo. Mais tarde, com o
desenvolvimento da medicina, pesquisadores e charlatões propuseram as mais variadas
soluções para o suposto problema, de ovos de parasitas a engenhocas para eliminar a gordura e exercícios que mais pareciam tortura… Tudo em vão.
"Estamos tentando há centenas de anos encontrar a solução da corpulência, mas
nunca conseguimos. A partir do momento em que as primeiras relações entre
problemas de saúde e gordura corporal começaram a ser publicadas, o gordo passou a responder por tripla acusação: falta de formosura, falta de retidão de espírito e falta de capacidade para gerenciar a própria saúde”, diz a nutricionista Paola Altheia. Criadora do blog Não Sou Exposição,
Altheia notabilizou-se por desconstruir os mitos de emagrecimento e questiona os
padrões de beleza: “Está mais do que na hora de compreendermos que o corpo gordo
não é um erro, um pecado ou um crime”.
Muitos dos mitos relacionados com o peso têm a ver com a ideia de que a obesidade é
controlável — portanto, representa negligência. Mas o excesso de peso não é
necessariamente resultado de comer demais. Vários outros fatores podem contribuir,
como falta de sono, condições socioeconômicas, medicamentos, desequilíbrio
hormonal, genética, problemas de saúde mental e até mesmo a poluição do ar.
Ou seja, segundo Altheia, dizer que uma pessoa é obesa porque ela come demais e
não se exercita muito é fazer uma generalização.
Outro mito comum é a noção de que pessoas gordas não são saudáveis apenas por
serem gordas. Hoje, a obesidade é identificada com o cálculo do Índice de Massa
Corporal (IMC), um número obtido por meio da relação entre altura e peso. O Índice
de Massa Corporal é uma classificação da antropometria, um segmento da antropologia
que mede o corpo humano e suas partes, e começou a ser usado a partir do século 19
como forma de estabelecer normas sociais e definir o que seria um “corpo humano normal”.
Essas tentativas de definir e categorizar pessoas entre normais e anormais estão
fortemente associadas à eugenia, ciência que tenta determinar quais seriam os
seres humanos com o melhor patrimônio genético — e que já serviu de justificativa
para genocídio, escravidão e colonização.
Há um termo para isso na chamada “sociologia da obesidade”: healthism (ou higiomania,
em português), que é um julgamento moral sobre alguém com base em sua saúde ou preocupação em excesso com a saúde. De acordo com esse estudo, quem não é considerado saudável ou que faz coisas contrárias ao que é tido como tipicamente saudável acaba sendo visto como uma pessoa ruim ou com moral negativa. “Cada vez mais aumentamos nossas expectativas sobre as pessoas em termos de saúde e comportamentos saudáveis, e é uma expectativa disseminada, que permeia a vida social, profissional e educacional dos indivíduos”, diz Michaela Null, professora de Sociologia da Universidade de Wisconsin-Fond du Lac.
“O estudo do healthism não é contrário à saúde, apenas questiona como entendemos a
saúde, quem responsabilizamos pela saúde, como ela está relacionada a sistemas de
poder e a crescente pressão para que as pessoas aparentem saúde.” Segundo Null,
cuja especialidade é sociologia da obesidade, essa área do conhecimento se dedica
a pensar criticamente sobre como o peso de alguém é frequentemente usado como
indicador de saúde e como a ideia de ser magro resulta em projeções sobre a qualidade
de alguém como pessoa.
Saúde? Isso é relativo
Estudo recente encabeçado por psicólogos da Universidade de Los Angeles (Ucla) apontou
que usar o IMC para determinar índice de saúde levou à classificação incorreta de 54
milhões de americanos saudáveis como “doentes”. De acordo com a pesquisa, que cruzou
dados de IMC com os de exames laboratoriais, quase metade dos norte- americanos considerados acima do peso conforme seus índices de massa corporal são saudáveis, assim como aproximadamente 20 milhões de obesos. ]Além disso, mais de 30% das pessoas com o IMC considerado normal na
verdade não estão saudáveis. Conclusão? Obesidade não é sinônimo de doença,
assim como magreza não é sinônimo de saúde.
Algo que já sabia Luciane Barros, criadora do Africa Plus Size Fashion Week, um
projeto pioneiro no Brasil que faz desfiles de moda e cria peças para mulheres gordas e
negras com a missão de valorizar a beleza de diferentes tons e tamanhos. Durante mais
de oito anos, Luciane praticou boxe profissionalmente, inclusive treinando para
competições. O manequim 48 não foi empecilho para ela, cujos exames de saúde não
apontavam qualquer problema com colesterol ou diabetes. Barros era gorda, saudável e lutadora de boxe.
“Perceber que ser gordo ou magro não define saúde foi o que me impulsionou a criar
o Africa Plus Size Fashion Week. Por preconceito, foi pregado que o gordo não tem saúde.
E isso não é verdade, comecei a perceber que isso não me definia”, explica. Na
realidade, conforme pesquisa publicada no periódico Archives of Internal Medicine,
uma em cada quatro pessoas magras sofre dos riscos associados à obesidade. Ao mesmo
tempo, 15% dos norte-americanos que são considerados “muito obesos” de acordo com
seu IMC (o que equivale a mais de 2 milhões de pessoas), estão, de fato, saudáveis.
O problema é que o IMC não traz dados sobre hábitos saudáveis, hormônios, taxas de colesterol e triglicerídeos, além de outros fatores
que são detectados por meio de exames laboratoriais e dizem muito mais respeito
à saúde de alguém do que o tamanho de um corpo.
Corpos políticos
Em geral, quando as pessoas trocam suas fotos de perfil nas redes sociais, recebem
dezenas de comentários excessivamente elogiosos feitos por amigos. Mas não foi
isso que aconteceu quando, em fevereiro de 2015, a youtuber Jessica Tauane decidiu
postar na sua página uma foto comum, em que aparecia sorrindo. “Volta pro mar,
baleia jubarte.” “Sapatão lixo.” “Gorda feia.” Foram mais de 420 comentários,
boa parte deles xingando Jessica por ser gorda e lésbica. Criadora do Canal das
Bee, um canal do YouTube com quase 300 mil inscritos, Jessica é conhecida por falar
sobre preconceitos, especialmente homofobia.
“Eu não sei por que causaram tanto naquilo, mas ninguém conseguiu fazer eu me
sentir ofendida de verdade — por exemplo, me chamando de desonesta. Porque o que
importa não é a sua aparência, mas o que você faz. Desonestos são eles, que não
aceitam as pessoas sendo felizes”, afirma. Jessica conta ter demorado para entender
como funciona a gordofobia, já que nunca sofreu pressão para emagrecer dentro de
casa, diferentemente de conhecidas suas que são insultadas pelos familiares todos os
dias — uma chegou até a ser levada para realizar uma cirurgia bariátrica pela própria mãe sem seu conhecimento.
Ao criar o Canal das Bee e ganhar notoriedade, Jessica passou a ser atacada por sua
aparência e orientação sexual, e então entendeu como as opressões estão conectadas.
“Foi uma aula de interseccionalidade; comecei a ver que existem muitas coisas que
não são aceitas. Nosso corpo é muito político porque tem corpos que são aceitos e outros
não”, afirma.
Os corpos que não são aceitos sofrem uma espécie de patrulha, com um bombardeio de comentários. E, ao contrário daquilo em que acredita aquela tia
cheia de “boas intenções” que sempre tem algo a dizer sobre a silhueta do restante da
família, falar sobre o corpo do outro não colabora em nada com a sua saúde, apenas
prejudica seu estado emocional. Um estudo recente do Instituto de Psicologia da
Universidade de Liverpool indicou que, quanto mais pessoas obesas reconhecem sua
obesidade e pensam a respeito disso, maior a tendência de comerem além da saciedade
para buscar conforto emocional.
Em outras palavras, chamar a atenção de alguém para seu peso e sua alimentação deixa a pessoa mais propensa a comer compulsivamente.
“As pessoas que sofrem de compulsão alimentar, depressão e baixa autoestima
agravarão a sua condição cada vez mais, à medida que forem discriminadas”, diz a
nutricionista Paola Altheia. “Um corpo gordo sempre atrai um time de ‘paladinos da
saúde’. O que verdadeiramente incomoda é a aparência do gordo, que, para muitos, é
repulsiva. E é disso que se trata.”
Rejeitar a obesidade com a justificativa da saúde não é prática recente na nossa
cultura. As primeiras dietas voltadas a controlar o peso e reduzir medidas datam de mais de 2,4 mil anos atrás — uma das mais famosas foi criada
justamente por um dos primeiros médicos de que se tem notícia, Hipócrates
(qualquer ]trocadilho com o nome é mera coincidência). Na tradição greco-romana
clássica, regida pelo mote “corpo são, mente sã”, ter corpo magro e musculoso
significava o domínio da racionalidade, a moderação dos hábitos. Da mesma
forma, ser “corpulento” significava exatamente o oposto, a entrega demasiada aos prazeres.
Para Platão, um dos filósofos mais influentes sobre o pensamento europeu, a gula
era moralmente condenável porque prejudicaria o desenvolvimento pleno do intelecto.
Padrões que adoecem
Bernardo Costa sempre foi a única pessoa gorda da família, que o pressionava para emagrecer. Ao começar a frequentar a cena gay do Rio de Janeiro, sentiu vontade de se “montar” como as drag queens que ele tanto admirava. Um dia, vestiu um maiô preto brilhante, fez uma maquiagem elaborada e foi para a pista. “Você não tem vergonha de usar as roupas que usa com esse seu corpo?”, ouviu de um conhecido. A verdade é que não, muito pelo contrário. “Eu me monto e as pessoas me olham torto, às vezes me pergunto se estou me expondo demais. Mas tem que ser na luta, dei minha cara a tapa — alguns gostaram, outros não”, diz. “A gente tem que se soltar. A vida é muito curta, não podemos nos prender a preconceitos.” Mas se soltar não é algo tão fácil: os efeitos da gordofobia também podem ser sentidos na vida emocional e são capazes de abalar o psicológico.
Tamara Greenberg, psicóloga especializada em trauma e saúde mental que atende pacientes em San Francisco (EUA), nota que pessoas estigmatizadas pelo seu peso muitas vezes passam a acreditar que não merecem ser amadas. “Pessoas com sobrepeso são extremamente estigmatizadas e estereotipadas. Eu vi mulheres obesas concluírem que ninguém se sentiria atraído por elas por causa de seu peso, mas isso simplesmente não é verdade”, afirma à GALILEU.
“Elas adotaram essas ideias sobre quem merece atenção com base em ideais de beleza atuais, mas basta olhar uma pintura renascentista para ver como esses ideais mudam.” Segundo Greenberg, a implicância com a obesidade diz mais sobre as pessoas que fazem comentários desnecessários a respeito do corpo alheio do que sobre os próprios obesos. “Aqueles que têm problemas com indivíduos com sobrepeso possuem muitas ansiedades relacionadas a comida”, destaca.
De fato, não são só as pessoas obesas ou com sobrepeso que sofrem gordofobia. Qualquer um que não se encaixe nos padrões de beleza pode se sentir estigmatizado e, como resultado, desenvolver doenças como bulimia e anorexia, problemas comuns entre adolescentes. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma a cada cinco meninas brasileiras com idade entre 13 e 15 anos se acha gorda ou muito gorda. Entre as entrevistadas, apesar de 21,8% se considerarem gordas ou muito gordas, o desejo de perder peso atinge 30,3% delas. É uma ansiedade generalizada, que pode vitimar jovens que levam padrões de beleza a sério demais.
Em São Paulo, segundo pesquisa da Casa do Adolescente, da Secretaria de Estado da Saúde, 77% das adolescentes apresentam propensão a desenvolver algum distúrbio alimentar, seja anorexia, seja bulimia, seja compulsão por comer. Entre as participantes do estudo, 85% acreditam que existe um padrão de beleza imposto pela sociedade; 46% disseram que mulheres magras são mais felizes; e 55% adorariam simplesmente acordar magras. Outro balanço do mesmo órgão apontou que, em média, a cada dois dias uma pessoa é internada por anorexia ou bulimia somente nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo.
De boas intenções...
Não bastasse a discriminação diária, se você é gordo há uma grande probabilidade de que
o seu salário seja menor só por causa de sua aparência. Pesquisas realizadas nos Estados
Unidos em 2013 encontraram uma relação inversa entre obesidade e um salário
robusto, digamos. Conforme estudo da Universidade Cornell, quanto mais rico você for, maior a probabilidade de ser saudável. E, se você é mulher e de alguma
minoria racial ou étnica, você é mais propensa a ser obesa.
Segundo John Cawley, professor de Cornell e responsável pela pesquisa que analisa os
efeitos econômicos da obesidade, a pobreza pode engordar algumas pessoas, mas a
obesidade definitivamente empobrece as pessoas, em especial as mulheres. As obesas
em geral têm 50% menos chances de frequentar o ensino superior, 20% menos chances
de se casar, sete vez mais chances de ter depressão e recebem 9% a menos que mulheres
não obesas.
Um outro estudo de 2015, desta vez da Universidade Vanderbilt, concluiu que mulheres
obesas têm mais possibilidade de trabalhar em empregos com ênfase em atividade
braçal em detrimento daqueles voltados à interação com o público, uma tendência
não observada com homens obesos. Mesmo quando elas atuam em postos que exigem
interação física, mulheres obesas recebem menos do que mulheres não obesas, que por
si só já ganham, em média, dois terços a menos do que os homens pelo mesmo
serviço nos Estados Unidos.
Para Luciane Barros, que sofreu na pele a rejeição por não se encaixar nos padrões,
trabalhar a autoconfiança interna e coletivamente (em grupos de apoio, por exemplo)
e parar de se preocupar com a opinião dos outros é uma maneira eficaz de lidar com
a pressão social. “O bem-estar, a liberdade, a beleza e a força de alguém não estão na aprovação do próximo. Acredito muito nisso e na busca do seu
bem-estar independentemente do que a sociedade prega como sendo o melhor.”
Quando era pequena e ia à praia com a família, Ariane Freitas se escondia embaixo do
guarda-sol com a barriga dobrada para que ninguém visse seu corpo. Seu avô a
chamava de “minha gordinha”, suas tias perguntavam quando ela ia emagrecer e
sua mãe insistia que ela não “era” gorda, apenas “estava” gorda. Tudo muito bem intencionado, porém opressor. “Eu sempre me senti confortável com meu
corpo; eu me sentia desconfortável com a visão dos outros sobre o meu corpo. A sensação
que eu tinha é que as pessoas se importavam muito mais em patrulhar as outras do
que em cuidar de si mesmas”, conta.
Anos mais tarde, ela se formou em Comunicação e atualmente toca a Indiretas do Bem, uma comunidade online que conta com 7 milhões de membros com o objetivo de espalhar mensagens positivas. “As pessoas vêm atrás de você e reclamam porque você está confortável em seu biquíni com seu corpo fora do padrão e elas passaram o ano inteiro se preocupando, fazendo dieta, tentando entrar no padrão, então se sentem ofendidas por você estar tranquila sem se esforçar para entrar no padrão delas”, diz Freitas. “A minha relação com meu corpo hoje é mais tranquila porque eu estou feliz e faço apologia de acreditar em quem você é, eu acho que o amor próprio é o caminho para que isso aconteça”, destaca. Como dizem por aí: para ter um corpo de verão, basta ter um corpo.
Por que não é preguiça O sobrepeso não é necessariamente resultado de comida em excesso ou falta de atividade física. Conheça alguns fatores comprovados cientificamente
Falta de sono - Segundo uma pesquisa do King’s College London, pessoas que dormem menos de sete horas por dia consomem, em média, 385 calorias diárias a mais do que aquelas que dormem além disso.
Condições socioeconômicas - Uma pesquisa desenvolvida pelo Ministério da Saúde apontou que o excesso de peso está ligado à escolaridade: 57,3% dos brasileiros com até oito anos de estudo estão com excesso de peso, enquanto aqueles com mais de 12 anos de estudo fazem o índice cair para 48,4%.
Medicamentos - Alguns remédios e até anticoncepcionais formulados à base de estrógeno colaboram no ganho de peso.
Desequilíbrio hormonal - Um desequilíbrio na glândula tireoide pode causar o hipotireoidismo, que desacelera o metabolismo, o que dificulta o gasto de energia e retém sal e água, levando ao inchaço.
Genética - Estudos realizados com gêmeos mostram que a genética influencia nosso peso entre 40% e 70%. Há inclusive genes associados ao acúmulo de gordura, como o FTO — um levantamento recente publicado na revista Nature comprovou que ratos sem esse gene nunca ficam obesos, mesmo comendo muito e se movimentando pouco.
Dentre as várias definições, o estresse pode ser considerado uma reação física a determinadas questões da vida capazes de alterar o equilíbrio interno do indivíduo. Está ligado a quatro sistemas do organismo humano, o esqueléticomuscular, o imunológico, o gastrointestinal e o cardiovascular. A reação física pode ser determinada pelo cansaço (físico e psicológico), gripe, gastrite, dores no peito, palpitações, e outras manifestações clínicas.
De acordo com o cardiologista Dr. Antônio Carlos Pereira Barretos, o principal fator que provoca o estresse é a sobrecarga no trabalho (acúmulo de tarefas), e a falta de organização e capacidade de distribuir as tarefas e funções. Os problemas considerados sem solução que as pessoas têm no dia-a-dia, também levam ao estresse. "O ideal é quebrar a rotina fazendo outras atividades ou exercícios físicos nas horas de lazer", aconselha o Dr. Barretos. Além do lazer, o Dr. Barretos fala que uma alimentação balanceada, rica em carboidrato e proteína, e pobre em gordura ajuda a prevenir o estresse. A gordura também pode causar outros malefícios para nosso organismo, principalmente para quem não pratica nenhuma atividade física. Doce deve ser evitado, só ingerido de vez em quando. O fast-food e as frituras devem ser substituídos por pratos leves, como frango acompanhado de salada, por exemplo.
Agitação, insônia, descontentamento com as questões do dia-a-dia, péssimo desempenho no trabalho e dificuldade para resolver simples problemas podem ser sintomas de um estressado. Segundo o Dr. Barretos, o especialista sempre ajuda, pois o psicólogo e o psiquiatra levam as pessoas a encontrar um caminho para a resolução de problemas. Mas vale lembrar que, para evitar uma consulta a um especialista, tentar se organizar identificando e resolvendo os problemas por etapas é outra saída.
Entretanto, é necessário explicar a questão do estresse visto como uma doença. O Dr. Barretos afirma que só é caso de doença se o estresse estiver somado a outros fatores de risco, como cigarro, sedentarismo ou má alimentação, podendo então provocar distúrbios cardiológicos. Além disso, como já foi citado, pode causar manifestações clínicas, como gastrite (devido à falta de apetite), dores no peito, palpitação (provocada pela descarga de adrenalina), e outras.
A estatística do estresse no Brasil é uma questão complicada, por não haver dados precisos. Sabe-se que o perfil que ainda lidera é o homem executivo, mas com o aumento de mulheres no mercado de trabalho, cresceu também o número de mulheres que sofrem do mal.
Todo tratamento, incluindo a duração e exercícios recomendados, varia de acordo com cada caso e com o nível de estresse apresentado pelo indivíduo. Segundo a Dra. Rebeca, há grande discussão sobre os exercícios ideais. Para ela, as atividades aeróbicas - caminhada, corrida, natação e bicicleta são mais eficazes. Mas há também um acompanhamento terapêutico, com técnicas de relaxamento, respiração, yoga, meditação, dança, e outras. "A atividade indicada depende das condições de cada paciente. Existem pessoas que conseguem se desligar mais facilmente dos problemas do que outras", fala a psicóloga.
Além do tratamento terapêutico, há a psicoterapia na
qual agem em parceria o médico e o psicólogo, para
os casos mais complexos. O uso de medicamentos
deve ser sempre indicado por um especialista e
também varia de acordo com cada caso, podendo ser tranquilizantes, anti-depressivos, etc. "O tratamentopara o estresse visa equilibrar relaxamento epreocupação. Os sintomas podem voltar dependendodas questões do dia-a-dia do indivíduo. Para isto, háuma reorientação", explica a Dra. Rebeca.
Prevenir o estresse não tem nenhum segredo, basta que se tenha uma boa qualidade de vidasocial, sabendo conciliar a tensão da rotina detrabalho, as horas de lazer e as atividades físicas.
Hidrate-se com água e melhore a saúde e a qualidade de vida
Uma boa hidratação faz com que os nutrientes sejam levados pela corrente sanguínea para todas as células.
A ingestão diária deve ser suficiente para a saúde plena nutrólogo Durval Ribas, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, classifica como mito essa história de que cada pessoa deve ingerir 8 copos de água por dia, ou o equivalente a 2 litros. Segundo ele, "quem pede a quantidade de água que devemos ingerir é o próprio organismo. Evidentemente que quando sentimos sede buscamos por água".
A pessoa que não se hidrata adequadamente, explica o especialista, terá prejuízo em todos os sistemas do organismo. "É fundamental que a cada duas ou três horas a gente faça a ingestão de algum líquido, não necessariamente água. Os sucos naturais e a água de coco também são muito bem-vindos."
Um outro benefício apontado pela nutricionista é a regulação do intestino. "Os excessos são eliminados com a água, o intestino funciona muito melhor. Ela hidrata o bolo fecal e ajuda a expulsar as fezes muito mais facilmente", explicou. A água ainda ajuda a regular a temperatura corporal, visto que nossa pele também necessita de água para realizar as trocas com o ambiente externo e para se manter hidratada com vitalidade. Especialistas ressaltam que o organismo não possui mecanismo para o armazenamento da água; por isso, a quantidade perdida a cada dia deve ser restituída para manter a saúde e a eficiência do corpo.
Desidratação
O corpo humano é composto de 70% de água. Quando há um baixo nível de líquido ocorre a desidratação. Se diagnosticada logo, é de fácil prevenção e tratável. A nutricionista Denise Vale, especializada em vigilância e serviços de saúde, apresentou orientações para manter o corpo hidratado neste verão.
A desidratação leve causa sintomas como fraqueza, tontura, dor de cabeça e fadiga; a grave pode levar à morte. Quando o líquido perdido não é reposto, os níveis de sódio na corrente sanguínea aumentam e surgem outras complicações. Indivíduos desidratados apresentam um volume de sangue menor que o normal, o que força o coração a aumentar o ritmo de seus batimentos, quadro chamado pelos médicos de taquicardia. Em condições normais, a água é eliminada do organismo através do suor, da urina, das fezes e lágrimas. "Ficar sem beber água ou qualquer outro líquido e em exposição excessiva ao sol podem levar à desidratação. O organismo perde sódio e potássio. A perda desses nutrientes pode causar morte por parada cardíaca", disse a nutricionista Denise.
Dentre as causas de perda excessiva de líquido, a mais comum é a diarreia. No verão, as chances de ter uma diarreia aumentam, pois os vírus causadores dessa doença tendem a se multiplicar, tanto no ambiente quanto nos alimentos expostos ao calor. Vômitos também são responsáveis por grande parte dos casos de desidratação. O excesso de roupas aumenta a eliminação de água pelo organismo e pode levar à desidratação.
Para prevenir-se a especialista indica: "Cuidados ao fazer sauna, atenção redobrada com crianças. Ao sair com os pequenos, sempre levar água. Não esquecer de ingerir sucos, frutas e evitar o excesso de sol".Nunca espere sentir sede para beber água, pois a sede já é sinal de desidratação.
Conta-se que Einstein, quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: acredito no
Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens.
Baruch Spinoza, nascido em 1632, em Amsterdã, foi um dos grandes racionalistas do século XVII e escreveu um dos textos mais geniais que já li: Deus segundo Spinoza.
Pára de ficar rezando e batendo no peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti. Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti. Para de me culpar da tua vida miserável: eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filho… Não me encontrarás em nenhum livro!
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Para de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas teus filhos, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro, aí é que estou, batendo em ti.